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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O traje, espelho de uma época?

Por Bruno Garschagen

Ler os grandes intelectuais do passado é constatar a degradação do presente. Tendemos a perceber essa degradação nos hábitos e nos comportamentos que mais nos chocam, mas há um elemento fundamental que passa quase sempre despercebido: o vestuário. Plinio Corrêa de Oliveira, hoje quase esquecido, escreveu em 1952 um artigo irretocável sobre “O traje, espelho de uma época”. Num trecho do texto, Plinio extraiu da vestimenta seu elemento imaterial, pois que “de um ponto de vista meramente material”, o traje ao corpo presta somente o serviço de agasalhá-lo ou de “proteger um certo pudor que brota das profundezas do instinto”. Na certeza de que “o homem não é só matéria”, a vestimenta “deve também prestar serviço ao espírito”.

Como? “Por uma propriedade que não é apenas convencional ou imaginativa, mas que crava raízes no âmago da realidade, certas formas, certas cores, as qualidades de certos tecidos, produzem no homem determinadas impressões, que são mais ou menos as mesmas para todos os homens” . Essas impressões, salientou Plinio, produzem nos homens “estados de espírito, atitudes mentais, em certos casos todo um pendor da personalidade”. E é dessa maneira que “pode o homem, por meio do traje, exprimir até certo ponto sua personalidade moral, o que facilmente se pode notar no vestuário feminino, tão apto a espelhar o feitio mental da mulher”.

Dizia eu, porém, acerca do elemento imaterial do traje convocado por Plinio. E ele o faz ao certificar que “quando uma época se preocupa em elevar o homem, é sedenta de dignidade, de grandeza, de seriedade, dispõe o vestuário – comum ou profissional – de maneira a acentuar em cada pessoa a impressão desses valores”. E sim, “será ou tenderá a ser nobre, digno, varonil, o traje de todo homem, desde o soberano até o último plebeu”, como “se nota nos trajes antigos”. O que nos diz a nossa época se analisarmos como nós, brasileiros, nos vestimos?

O que vou dizer agora pode soar um tanto excêntrico e, para alguns, mesmo ofensivo: o brasileiro não se veste, limita-se a cobrir o corpo com as roupas que tiver. Assim revela sua falta de modos, seu despudor estético e uma incompreensão absoluta sobre aquilo que transmite quando usa tênis em celebrações, mesmo em aniversários de infantes ou de imberbes. Inexiste no brasileiro médio, de qualquer classe social, um sentido estético. A roupa é a evidência mais pública dessa ausência de acuidade. Não há nem sentido estético nem a compreensão de que as vestes transmitem dignidade, grandeza, valores, enfim.

domingo, 2 de julho de 2017

A elegância: mais que boas maneiras


A elegância não deve ser uma característica puramente externa, mas vir de dentro, fruto da posse completa da própria interioridade. 
Imagino que o leitor esteja disposto a admitir que a dignidade humana é para nós uma questão importante, pois é hoje assunto de inúmeras páginas e discussões. Quase sempre se fala dela como um tema político, relacionado com o respeito a todos, os direitos humanos, como fundamento da ordem jurídica, o como uma exigência moral básica e inalienável que deve ser energicamente defendida para que a sociedade não se desumanize.
Entretanto, poucas vezes se ouve falar da dignidade num enfoque intimista e estético. E seria muito instrutivo. O leitor paciente e sofrido que estiver disposto a acompanhar-me poderá ver, espero, como a dignidade humana envolve também aqueles assuntos que enobrecem ou degradam a pessoa diante de si mesma e, consequentemente, diante dos outros, assuntos que afetam a autoestima de alguém e a consideração que esse alguém recebe daqueles que estão à sua volta. Comportar-se dignamente é algo que se aprende e que tem a ver com uma verdade simples e capital: o feio é indigno e vergonhoso, e deve ser ocultado ou substituído pelo belo e elegante. A presença do belo e do feio em nós mesmos é um componente fundamental da nossa dignidade.
Trata-se de uma questão que nos preocupa mais do que em principio estaríamos dispostos a admitir. O que as pessoas pensam de mim? Como me pareço? Será que não estou horrível? Será que acham que sou burro, velho, ou chinfrim? Alguém notou que a culpa foi minha? O que o meu chefe vai dizer? Vou passar por imbecil?

segunda-feira, 16 de maio de 2016

VIRTUDE, VIR, VIRILIDADE = HOMEM

A leitura das fontes primárias conduz o historiador a um outro nível, distante da bibliografia, das (distintas) posições dos historiadores, mais próximo do tempo estudado, da vida do passado. Os romanos prezavam o conceito de “virtude”. Em um mundo em que as pessoas estavam acostumadas à dor física, o que em última instância distinguia o homem da mulher era, para Cícero (106-43 a. C.), a coragem, que, por sua vez, se baseava em duas atitudes: o desprezo da morte e resistência à dor.

“Então tu, depois de veres os espartanos, os adolescentes em Olímpia, os gladiadores bárbaros no nosso anfiteatro sofrerem os mais duros golpes sem soltarem um gemido, se acaso sentires alguma pequena dor vais pôr-te a choramingar como uma mulher, em vez de a aguentares com calma firmeza? Impossível!” CÍCERO, Diálogos em Túsculo, Livro II, XX 46.

PERGUNTA: O que os romanos diriam de nosso mundo?

IMAGEM: Retrato de um homem (c. 50 a. C.). Bronze com olhos de marfim, 38,1 cm. Metropolitan Museum, New York, EUA.

Por Ricardo da Costa

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Vestir-se com modéstia para a missa!

A sociedade está se tornando cada vez mais casual. Tenho visto frequentemente pessoas comprando comidas em calças de pijamas e pantufas. Tenho ido à concertos mundiais de música clássica, onde as pessoas estavam vestidas com camisas havaianas e jeans. De fato, é difícil imaginar que as pessoas ainda irão se vestir modestamente. Até mesmo em casamentos e funerais estão ficando cada vez mais e mais casuais.
Isso me incomoda, porque como nos vestimos é um sinal de quanto respeito temos por nós mesmos e para com as outras pessoas. Se nós não nos vestimos adequadamente para alguém ou alguma situação, isso quer dizer que não respeitamos essa pessoa ou aquela situação.

Vestir-se com modéstia é um sacrifício pequeno

Um olhar inteligente requer esforço. Vestir terno e gravata bem ajustado, ao invés  de uma camiseta enrugada, leva tempo. Barbear-se, em vez de ostentar uma barba por fazer, leva um pouco de esforço. Pentear seu cabelo, em vez de deixa-lo em pé, requer uma pequena quantidade de trabalho. São exatamente esses pequenos sacrifícios de tempo e esforço, no entanto, que mostram às outras pessoas que elas valem a pena.
Acredite em mim, eu sei que não é fácil para os homens. Nós naturalmente não queremos fazer esse esforço. Mas  garanto que se você fizer isso, você vai se sentir  mais viril e mais confiante.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Terno: o guia definitivo

Todo homem deve ter um bom terno. Seu primeiro terno deve ser um cinza, pois é uma cor versátil, que vai bem tanto de dia, quanto de noite, em ocasiões formais ou informais. Também é mais fácil fazer a combinação de camisa e gravata com ele. Em seguida, compre um azul marinho, que também vai bem de dia ou de noite e em ocasiões formais ou informais.

O terno preto é mais formal e, por ser mais austero, é ideal para a noite.

Diferenciação entre terno e costume

O terno é o trio composto de paletó, calça e colete. Já o costume é composto apenas da calça e do paletó. Ambas as opções são válidas para eventos onde se pede tal roupa. No entanto, o terno é mais formal.

Dicas ao comprar o terno/costume:
Para o paletó:
- Ombros lisos – sem costuras repuxadas ou ondulações;
- A gola deve assentar no pescoço;
- As mangas do paletó não devem cubrir suas mãos;
- O comprimento correto do paletó é que ele cubra seu traseiro;
- A manga da camisa deve ficar 1 centímetro aparecendo por baixo do paletó;
- O último botão do paletó deve sempre estar desabotoado – facilita na hora de se assentar e ao locomover-se;
- Paletós de dois botões são ideias para pessoas mais baixas, pois aumenta o “V” que é formado ao abotoar o paletó, alongando a silhueta.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Novena a São José

    (de 10 a 19 de março, de 22 de abril a 1.o de maio, e em qualquer outro tempo)

    — 1º dia —
    S. José, Pai Nutrício de Jesus

    Amabilíssimo São José, que tivestes a honra de alimentar, educar e abraçar o Messias, a Quem tantos profetas e reis desejaram ver e não viram: obtende-me, com o perdão das minhas culpas, a graça da oração humilde e confiante que tudo alcança de Deus. Acolhei com bondade paternal os pedidos que vos faço nesta Novena ..... e apresentai-os a Jesus que se dignou de obedecer-vos na terra. Amém.

    Rogai por nós, São José, Pai Nutrício de Jesus.
    Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

    Para todos os dias:

    OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

    — 2º dia —
    S. José, Esposo da Mãe de Deus

    São José, castíssimo Esposo Mãe de Deus e Guarda fiel de sua virgindade: obtende-me por Maria a pureza do corpo e da alma e a vitória em todas as tentações e dificuldades. Recomendo–vos também os esposos cristãos para que unidos com sincero amor e fortalecidos pela graça se amparem mutuamente nos sofrimentos e tribulações da vida. Amem.

    Rogai por nós São José, Esposo da Mãe de Deus:
    Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

    OREMOS! ...

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

“Uma definição de cavalheiro,” John H. Newman

Tradução de trecho do Discurso VIII em
“The Idea of a University” (1852)

Na prática, define-se um cavalheiro dizendo que ele é alguém que jamais inflige a dor. Esta descrição é refinada e, na medida do possível, precisa. Ele ocupa-se principalmente com a simples remoção dos obstáculos que impedem a ação livre e desembaraçada daqueles à sua volta, e contribui com seus passos, ao invés de apenas por si tomar a iniciativa. Seus benefícios podem ser considerados como paralelos ao que chamamos confortos ou conveniências nas disposições pessoais: como uma poltrona ou um bom fogo, que fazem sua parte para dissipar o frio e o cansaço, embora mesmo sem eles a natureza forneça os meios de descanso e calor animal. Da mesma forma, o verdadeiro cavalheiro cuidadosamente evita tudo que possa causar um sobressalto ou choque nas mentes daqueles com os quais se mistura; — todo conflito de opinião ou colisão de sentimentos, toda repressão, ou suspeita, ou melancolia, ou ressentimento; sua grande preocupação sendo fazer todos sentirem-se à vontade e em casa. Ele observa a todos em sua companhia; é tenro com o tímido, gentil com o distante e misericordioso com o absurdo; ele é capaz de lembrar-se com quem está falando; ele protege-se contra as alusões inoportunas ou temas que possam ser irritantes; ele raramente arvora-se na conversa, e jamais é cansativo. Ele faz pouco dos favores enquanto os realiza, e parece ser quem os recebe quando os concede. Ele jamais fala de si mesmo, exceto quando exigido, jamais se defende por uma simples réplica, não dá ouvidos a calúnia ou fofoca, é escrupuloso ao imputar motivos aos que se intrometem, e a tudo interpreta com a melhor das intenções.

37 regras de conversação para cavalheiros de 1875


1. Ainda que convencido de que seu oponente está errado, renda-se graciosamente, evite seguir com a discussão, ou deliberadamente mude de assunto, mas não defenda obstinadamente sua opinião até ficar irritado… Há muitos que, expressando opinião como se fossem leis, defendem posições com frases do tipo “Se eu fosse presidente, ou governador, iria…”, — e embora pelo calor do argumento só comprovem que são incapazes de governar o próprio temperamento, seguirão tentando persuadi-lo de que são perfeitamente competentes para liderar a nação.

2. Mantenha, se puder, uma opinião política fixa. Não a exponha em todas as ocasiões e, acima de tudo, não se proponha a forçar os outros a concordar com você. Ouça calmamente as ideias deles e, se não puder concordar, discorde polidamente e consiga que seu oponente, porquanto considere suas opiniões erradas, se veja obrigado a reconhecer que você é um cavalheiro.

3. Nunca interrompa ninguém; é rude apontar uma data ou um nome que a pessoa esteja hesitando em dizer, a não ser que te peçam para fazer isso. Outro erro crasso de etiqueta é antecipar algum ponto da história que a pessoa está contando, ou terminar a frase para roubar o final para si. Algumas pessoas justificam isso dizendo que o orador estava estragando uma boa história, mas isso não justifica. É muito grosseria deixar um homem entender que você não o considera apto a terminar uma anedota que ele começou.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Os Exercícios e a Modéstia

Por Luciano Beckman.

"O esporte é eficaz antídoto contra a moleza e a vida cômoda, acorda o sentido de ordem e educa ao exame e ao domínio de si, ao desprezo do perigo sem jactância nem pusilanimidade. Assim ele ultrapassa a robustez física para conduzir à força e à grandeza moral." (Papa Pio XII) (1)


À todos, Salve Maria!

Antes de colocarmos as camisetas e shorts imodestos em questão, vamos comentar sobre uma tal situação que me ocorreu recentemente. Fui perguntar ao meu diretor espiritual à respeito sobre as academias, se seria lícito, visto que a imodéstia está lá em seu peso; acabou que na pergunta que fiz, obtive a resposta de que precisava: "A imodéstia está lá".

Vejam em pequeno trecho a conversa com Dom Antônio Maria, segundo sacerdote do Mosteiro da Santa Cruz e meu diretor:

"Academia de musculação não é um bom ambiente para católicos, devemos evitá-la a não ser que realmente seja necessária (correção de algum defeito físico causado por acidente, etc.), e mesmo assim, devemos procurar uma que seja mais honesta."

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

DA MODÉSTIA DOS OLHOS

ESCOLA DA PERFEIÇÃO

(Obra compilada dos escritos de Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, vertida para o português segundo a edição alemã do Pe. Paulo Leick pelo Pe. José Lopes, C. SS. R, 1955)


III. DA MODÉSTIA DOS OLHOS


Quase todas as paixões que se revoltam contra nosso espírito têm sua origem na liberdade desenfreada dos olhos, pois os olhares livres são os que despertam em nós, de ordinário, as inclinações desregradas. "Fiz um contrato com meus olhos de não cogitar sequer em uma virgem", diz Jó (Job 31, 1). Mas, por que diz ele de não pensar sequer em uma virgem?

Não parece que deveria dizer: Fiz um contrato com meus olhos de não olhar sequer? Não, ele tem toda a razão de falar assim, porque o pensamento está intimamente ligado ao olhar, não se podendo separar um do outro, e, para não ter maus pensamentos, propôs-se esse santo homem nunca olhar para uma virgem.

Santo Agostinho diz: "Do olhar nasce o pensamento, e do pensamento a concupiscência". Se Eva não tivesse olhado para o fruto proibido, não teria pecado; ela, porém, achou gosto em contemplá-lo, parecendo-lhe bom e belo; apanhou-o então, e fez-se culpada da desobediência.
Aqui vemos como o demônio nos tenta primeiramente a olhar, depois a desejar e, finalmente, a consentir.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Onde estão os verdadeiros homens?

Eu estava em um parque de diversões com meus filhos recentemente, onde observei um rapaz e uma menina de mãos dadas. O casal não tinha mais de 15 anos. A garota levou o rapaz até uma barraca onde o objetivo era derrubar uma pilha de garrafas com uma bola de beisebol. Se você derrubar as garrafas, ganha um grande urso de pelúcia. Vi como a menina olhou para o namorado, sorriu e disse: "você pode ganhar um prêmio pra mim?” O garoto tirou $ 5, entregou a ela e respondeu: "ganha você". Aquilo não era o que a garota tinha em mente. A garota insistiu com ele uma segunda vez, mas foi inútil. Ela acabou – com o coração partido – jogando a bola e saindo sem nenhum prêmio. A garota estava decepcionada, o rapaz foi um tolo e eu fiquei pasmo. Alguém precisa jogar uma bola é na cabeça desse garoto. Esta moça não tinha nenhum interesse em jogar um jogo bobo para ganhar um grande urso de pelúcia. Ela queria que esse rapaz ganhasse seu coração, mas ele falhou miseravelmente.
Quando se trata de amor e relacionamentos, eu acho que os rapazes perderam o jeito. Não saberia dizer quantas jovens incríveis e belas me perguntam: "Onde posso encontrar um homem bom?" Eu nunca tenho uma boa resposta para elas. Os rapazes não tem confiança na liderança de uma mulher (a menos que ele esteja levando-a para seu quarto). Certa vez, em um campus universitário, ouvi um padre iniciar sua homilia perguntando: “Quantas meninas nesta Igreja não foram convidadas para um encontro esta semana?”. Após analisar a porção de mãos levantadas, o padre passou o resto da homilia repreendendo os rapazes por não convidarem as moças para sair em algum momento.
Por que é tão importante que rapazes aprendam a conduzir uma mulher? Considere os seguintes pontos:

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Não se deve fazer caso do que dizem os mundanos.

“Assim que a tua devoção se for tornando conhecida no mundo, maledicências e adulações te causarão sérias dificuldades de praticá-la. Os libertinos tomarão a tua mudança por um artifício de hipocrisia e dirão que alguma desilusão sofrida no mundo te levou por pirraça a recorrer a Deus.Os teus amigos, por sua vez, se apressarão a te dar avisos que supõem ser caridosos e prudentes sobre a melancolia da devoção, sobre a perda do teu bom nome no mundo, sobre o estado de tua saúde, sobre o incômodo que causas aos outros, sobre a necessidade de viver no mundo conformando-se aos outros e, sobretudo, sobre os meios que temos para salvar-nos sem tantos mistérios.
Filotéia, tudo isso são loucas e vãs palavras do mundo e, na verdade, essas pessoas não têm um cuidado verdadeiro de teus negócios e de tua saúde: Se vós fôsseis do mundo, diz Nosso Senhor, amaria o mundo o que era seu; mas, como não sois do mundo, por isso ele vos aborrece.
Vêem-se homens e mulheres passarem noites inteiras no jogo; e haverá uma ocupação mais triste e insípida do que esta? Entretanto, seus amigos se calam; mas, se destinamos uma hora à meditação ou se nos levantamos mais cedo, para nos prepararmos para a santa comunhão, mandam logo chamar o médico, para que nos cure desta melancolia e tristeza. Podem-se passar trinta noites a dançar, que ninguém se queixa; mas por levantar-se na noite de Natal para a Missa do Galo, começa-se logo a tossir e a queixar de dor de cabeça no dia seguinte.
Quem não vê que o mundo é um juiz iníquo, favorável aos seus filhos, mas intransigente e severo para os filhos de Deus?
Só nos pervertendo com o mundo, poderíamos viver em paz com ele, e impossível é contentar os seus caprichos ― Veio João Batista, diz o divino Salvador, o qual não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Ele está possesso do demônio. Veio o Filho do Homem, come e bebe, e dizeis que é um samaritano.
É verdade, Filotéia, se condescenderes com o mundo e jogares e dançares, ele se escandalizará de ti; e, se não o fizeres, serás acusada de hipocrisia e melancolia, se te vestires bem, ele te levará isso a mal, e, se te negligenciares, ele chamará isso baixeza de coração. A tua alegria terá ele por dissolução e a tua mortificação por ânimo carrancudo; e, olhando-te sempre com maus olhos, jamais lhe poderás agradar.
As nossas imperfeições ele considera pecados, os nossos pecados veniais ele julga mortais, e malícias, as nossas enfermidades; de sorte que, assim como a caridade, na expressão de S. Paulo, é benigna, o mundo é maligno.

sábado, 7 de setembro de 2013

QUE É O CARÁTER?

Young Churchill
   Que é o caráter? E que queremos significar quando dizemos de alguém: ali está um caráter? A palavra caráter designa a vontade humana fixada no bem; e um moço é um caráter, se tem nobres princípios e se em nada os sacrifica, ainda quando tal constância lhe impõe renúncias. Aquele que, ao contrário, muda de princípios conforme as circunstâncias, a sociedade ou aos amigos, que abandona um modo de agir até aqui reconhecido como bom, sob o pretexto que ele não lhe deve causar o menor desagrado, esse é versátil e pouco seguro, tem caráter fraco, ou pior ainda, falta-lhe inteiramente caráter.
    Isto basta já para mostrar o que consiste a educação do caráter. Primeiro, cumpre-te procurar nobres princípios; em seguida, por um exercício contínuo, urge que te acostumes a agir segundo esses princípios, em todas as circunstâncias. A vida moral dum homem sem princípios é tão agitada quanto um caniço surpreendido pela borrasca. Ele faz hoje de um modo e amanhã de outro. A primeira necessidade é adquirir a força de que havemos mister para seguir, sem tropeços, a senda que tivermos reconhecido como direita. 
Repito: A tua primeira tarefa é formar em ti princípios justos. Ora, qual é o princípio justo no tocante aos estudos, por exemplo? "Devo estudar com aplicação constante, pois Deus quer que eu cultive os talentos que Ele me deu". - Qual é o princípio justo concernente aos camaradas? "Devo fazer a eles o que eu quereria que eles me fizessem". E assim por diante... Cumpre tenhas princípios justos em todas as coisas. 
     A segunda tarefa é muito mais difícil: seguir esses exatos princípios, isto é, exercitar-se na senda do caráter.
Um belo caráter não se recebe de presente: fazêmo-lo nós, por um labor sólido e continuo, trabalhando nisso durante longos anos, dezenas de anos muitas vezes. A influência do círculo de relações, as inclinações boas ou más recebidas de herança, podem produzir certa impressão no nosso caráter, mas, afinal de contas, o nosso caráter é obra pessoal nossa, é resultado do nosso trabalho de educação de nós mesmos. Porquanto, é uma dupla educação a que recebemos: primeira é-nos dada por nossos pais e pela escola; a segunda - e é a mais importante - vem-nos dos nossos próprios esforços.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais Modéstia na JMJ

Infelizmente, vários são os exemplos de falta de modéstia na história da Jornada Mundial da Juventude. Quem já participou sabe bem disso. Ficamos com uma pergunta em mente, qual testemunho estamos dando? Estamos realmente sendo sal da terra e luz para o mundo?








Vale destacar aqui as palavras do Papa Pio XIII: “O vestuário não deve ser avaliado segundo a estima de uma sociedade decadente ou corrupta, mas de acordo com as aspirações de uma sociedade que premia a dignidade e a seriedade da sua veste pública”. Procurei expor aqui algumas fotos  colhidas em sites católicos de eventos onde a modéstia é bastante respeitada, que possa servi de exemplo nessa JMJ Rio 2013

sábado, 22 de junho de 2013

Homens realmente vêem mulheres seminuas, como "objetos" cientistas afirmam

Alguns homens realmente vêem mulheres seminuas como "objetos ", os cientistas afirmam.


Pesquisadores, avaliando o cérebro de certos homens enquanto eles olhavam para uma fotografia de uma mulher de biquíni, descobriram que as seções do cérebro que normalmente reagem aos objetos ficaram acesas.


Com os homens, que eram conhecidos por terem tendências sexistas, eles também descobriram que uma parte do cérebro que normalmente é ligada durante a interação social, realmente ficou desativada quando viram a foto.


A professora Susan Fiske, da Universidade de Princeton, disse a Associação Americana para o Avanço da Ciência em sua reunião anual que ela acredita que os resultados mostram que alguns homens não vêem as mulheres sexualizadas como um "humano ".


"Eu não estou dizendo que eles literalmente as vêem como um objeto, claro que eles sabem que ela é humana", disse ela.


"Mas o que as varreduras do cérebro mostram é que eles estão reagindo a esta fotografia como as pessoas reagem a objetos. É como se elas não fossem plenamente humanas.

sábado, 6 de abril de 2013

Carta ao alfaiate Sturmm


"O casaco serve para tornar o homem apresentável e viável através das ocupações sociais".
“Meu bom Sturmm, a sua sobrecasaca é perfeitamente insensata. Ali a tenho, arejando à janela, às costas de uma cadeira. E assenta tão bem nestas costas de pau como assentaria nas do comandante das Guardas Municipais, nas do Patriarca, nas de um piloto da barra, ou nas de um filósofo, se houvesse nestes reinos”.
“Quero pois severamente dizer-lhe que ela não possui individualidade. Se você, bom Sturmm, fosse apenas um algibebe [vendedor de ternos já prontos], embrulhando a multidão em pano sedan para tapar a nudez, eu não faria à sua obra esta crítica tão alta e exigente. Mas você é alemão, e de Konisgberg cidade metafísica. A sua tesoura tem parentesco com a pena de Emanuel Kant, e legitimamente me surpreende que você não a use com a mesma sagacidade psicológica.
“Não ignora V., decerto, que ao lado da filosofia da história e de outras filosofias, há ainda mais uma, importante e vasta, que se chama a filosofia do vestuário; e menos ignora, decerto, que aí se aprende, entre tanta coisa profunda, esta, de superior profundidade: que o casaco está para o homem como a palavra está para a idéia”.
“Ora, para que serve a palavra, Sturmm? Para tornar a idéia perceptível e transmissível nas relações humanas – como o casaco serve para tornar o homem apresentável e viável através das ocupações sociais”.
“Mas é a palavra empregada sempre em rigorosa concordância de valor com a idéia? Não, meu Sturmm. Quando a idéia é aborrecida e trivial, ateia-se, revestindo-a de palavras gordas e aparatosas – como as que se usam na política. Quando a idéia é grosseira ou bestial, embeleza-se e poetiza-se, recobrindo-se de palavras macias, afagantes, canoras – como todas as que se usam nos romances”.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Você se veste com modéstia?


Príncipe William (Duque de Cambridge)

Por Vladimir Lachance

Muito se tem discutido sobre a modéstia feminina, frisando, sobretudo, que tipo de traje seria adequado ou não para uma mulher católica. A resposta tem se tornado cada vez mais clara, pois surgem traduções importantes de declarações papais, textos relevantes de grandes santos e teólogos, que vão dando precisão aos argumentos em favor da moralização das vestes femininas.

Vê-se, com grande entusiasmo e esperança cristã, reerguer-se a dignidade da mulher católica. É nesse momento de robustecimento da fé católica, com essa bela reação contra as roupas imorais para as mulheres, que nos aparece nova questão: e para os homens, existe a virtude da modéstia no vestir? E quais seriam as regras a se seguir?

Para responder a estas perguntas é preciso ter claro o fato da diferença psicológica de homens e mulheres, e ter isto em mente significa perceber que existem maneiras específicas de olhar o mundo e o que nele existe que são muito próprias para cada sexo.

Disso decorre que a modéstia deve ser observada por ambos de maneira condizente à sua própria natureza. O homem, assim como a mulher, deve seguir as regras do pudor, da castidade e da higiene, e, além disso, deve ter sempre presente qual é o seu papel e missão na Criação.

O homem é uma das “duas expressões diversas da natureza humana”1; e se existem essas duas expressões, elas não podem ser iguais, pois se fosse assim não seriam duas, portanto devem diferenciar-se em pelo menos alguns aspectos, tendo características inerentes que as tornem únicas, mas ao mesmo tempo complementares – já que formam uma mesma natureza humana.

Para a mulher, podemos, olhando para o exemplo da mulher por excelência, a Virgem Santíssima, recolher traços particulares do seu modo de ser, que seria: humildade, meditação, silêncio, submissão, delicadeza; é, acima de tudo, a força espiritual – como retratou a historiadora Gertud Von Le Fort: a mulher representa a força invisível que move o mundo.

Já para o homem podemos tomar como exemplo o chefe da Sagrada Família, o glorioso São José, que na ladainha composta em sua homenagem é saudado como casto guarda da Virgem, sustentador do Filho de Deus, zeloso defensor de Jesus Cristo, fortíssimo, modelo dos operários, sustentáculo das famílias e protetor da Santa Igreja.

Notem que não se trata de dizer que essas virtudes são somente masculinas ou femininas, pois se poderia objetar que determinadas mulheres se sobressaíram na história exatamente pela firmeza, como foi o caso de Santa Joana D’arc, ou que alguns homens se santificaram exatamente pela submissão e certa docilidade. Quanto a isto não haja dúvida: não se trata de dizer que existem vias exclusivas de santificação para homens e mulheres, mas de fazer nota da existência de atitudes peculiares, enquanto homens e mulheres em geral.

Antes que sejamos capazes de refletir mais sobre as roupas mais adequadas para o homem vestir, temos que definir como se encontra a moda masculina como um todo. Quanto à moda feminina não temos dúvida do seu estado atual, Já para a moda masculina prevalece uma atual presença da cultura relativista na forma como os homens, em geral, se vestem.

Talvez não seja tão claro para um homem ter noção disto – se ele não prestar atenção no que foi sendo incorporado ao seu guarda-roupa: camisetas, regatas (comumente de número abaixo ao que ele deveria estar usando), cores femininas, estampas (anjos, dragões, mulheres, “tribais”, números aleatórios, frases sem sentido…), florais, colares, pulseiras, brincos, cintos estilizados (prateados, rebites, etc.), anéis, calças justas ou de estampas duvidosas, e por aí adiante – se o leitor ainda não se sentir capaz de visualizar o que estou tentando dizer, veja as fotos no fim do artigo e compare como os homossexuais se vestiam décadas atrás e como os homens costumam se vestir hoje. Como chegamos a este ponto?

Dentre os vários pontos relevantes, destacamos:

1 – De acordo com certa ideologia corrente nos nossos dias, “ninguém nasce homem ou mulher”, mas sua identidade é construída na vida em sociedade, e essa identidade seria supostamente arbitrária. Estas pessoas pretendem dizer que não existe diferença ontológica alguma entre homens e mulheres, mas que tudo é construção;

2 – Esta mesma ideologia, por ser desconstrucionista – e por isso mesmo destrutiva de toda ordem natural -, postula que estas mesmas identidades não podem ser classificadas apenas como identidades de mulher ou de homem: há uma multiplicidade de identidades de “gênero” – as quais definem como: gay, lésbica, transexual, travesti, etc.; completam a abominação dizendo que nenhuma destas identidades são fixas, mas que as pessoas transitam, durante a vida, por várias delas;

3 – É este tipo de ideologia que está sendo utilizado para eliminar as diferenças sexuais estabelecidas e queridas por Deus-4; todos os aspectos da psicologia humana e todos os âmbitos da sociedade são atingidos quando este tipo de pensamento se alastra. Quando isto acontece, tudo aquilo que é produzido nesta sociedade está contaminado por tal concepção, de modo que desde a propaganda de eletrodomésticos, passando pela moda, e principalmente pela forma que as pessoas se relacionam entre si, apresentam resultados do esforço ideológico destrutivo.

Todo este pensamento, no entanto, pode ser definido em uma palavra: igualitarismo. Tendência de tudo igualar, de abolir as diferenças – principalmente aquelas queridas por Deus: Quer abolir as diferenças entre os sexos, as idades, as culturas e transformar tudo numa massa uniforme, onde ninguém é mais ou menos que ninguém, todos valem o mesmo.

Na moda masculina, a tendência igualitária procurou o mesmo caminho descrito acima para alcançar o seu fim último, que neste caso vem a ser a abolição da diferença entre os sexos. Desde a sua primeira intervenção na moda, o igualitarismo já tinha em si o poder de confundir os sexos, de destruir toda a indumentária que deixasse marcada a diferença existente entre o homem e a mulher.

Quando a calça é introduzida no guarda-roupa feminino, isto também traz graves conseqüências para os homens, pois uma peça que era claramente masculina se tornou unissex – e esta palavra que também virou moda: a moda unissex; inconcebível há pouco tempo atrás.

Moda unissex não se trata somente de uma mesma peça que pode ser usada por homens e mulheres (uma camiseta branca que você compra e pode presentear tanto a João quanto a Maria), mas o fato de que quase toda espécie de vestimenta hoje é produzida para ambos os sexos. Exemplos: a camisa pólo masculina e feminina, a calça, a jaqueta, o colete, a camisa social, o terno, a bermuda, e por aí vai. E o que diferencia estas peças é algo muito tênue, é certa tendência para cores ou estampas (fato que tende a diminuir a cada ano), é uma mudança mínima no corte.

Se por um lado o fato de que as mulheres incorporaram o uniforme de trabalho (a camisa masculinizada e as calças) no seu guarda-roupa contribuiu para o igualitarismo, o caminho oposto – ou seja, o homem incorporar indumentárias femininas -, estava facilmente definido e fadado a acontecer. Este caminho se encontrava na maneira como os homossexuais se vestiam, pois eles já usavam roupas e acessórios afeminados. O caminho mais fácil não era ligar este homem à moda de sua esposa, mas estender a cultura relativista para todos os homens. E esta cultura, de fato, fez duras investidas contra as vestes masculinas

Este igualitarismo (5) é o primeiro mal do qual o homem católico deve fugir ao escolher que roupa irá usar. E para isso, é necessário que ele reconheça sua dignidade como filho de Deus, cuja missão é, antes que qualquer outra, refletir a paternidade divina.

Numa época cuja nobreza da vocação paterna e materna é colocada permanentemente em dúvida e ridicularizada(6), sendo utilizado para isto também a moda, significa que passou da hora de uma reforma moral. Esta reforma começa com o nosso “fiat” a Deus e tem uma repercussão direta no momento em que formos à nossa próxima compra de roupa.

Fonte: Moda e Modéstia

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1-Dietrich Von Hildebrand. O Amor Entre o Homem e a Mulher.

2 Cf. CIC 369-371

3- Cf. Carta aos bispos sobre a moda imodesta (1954) e discurso de Pio XII, às garotas da Ação Católica, 22 maio 1941: “Enquanto certos modos provocantes de vestir permanecem como triste privilégio de mulheres de reputação duvidosa e são quase um sinal que as faz reconhecer, não se ousará, pois, usá-los para si; mas no dia em que aparecerem como ornamentos de pessoas acima de quaisquer suspeita, não se duvidará mais de seguir tal corrente, corrente que arrastará talvez para dolorosas quedas”.

4-Tal como a autora feminista Shulamith Firestone escreveu na “Diáletica do Sexo” (The Dialectic of Sex): “Assim como a meta da revolução socialista era… a eliminação da… distinção da classe econômica como tal, assim a meta da revolução feminista deve ser a eliminação da… distinção do sexo como tal [de forma que] a diferença genital entre seres humanos não teriam mais nenhuma importância culturalmente. Citado em: http://christopherwest.com/page.asp?ContentID=120

5- “Devemos acentuar a diferença, ao menos como tática de argumentação, porque um dos vícios de nosso tempo consiste precisamente em procurar a simplificação da uniformidade. A desordem de nosso tempo consiste em tender para o amálgama, para o informe, para a massa, para a sociedade sem classe, para um mundo sem limites, para uma vida sem regras, para uma humanidade sem discriminações. Ao contrário disto, a sociedade que desejamos construir é uma sociedade ricamente diferenciada, e nitidamente hierarquizada.(…) E, quanto mais infantil for a criança, e quanto mais mulheril a mulher, e quanto mais varonil o homem, tanto melhor realizaremos em cada situação concreta a ordem, cambiante mas verdadeira, que é o fundamento da felicidade dos povos. O bem, a perfeição da sociedade, está na infantilidade da infância, na feminilidade da mulher, na masculinidade do homem”. (Gustavo Corção, Vocação da Mulher)

domingo, 1 de julho de 2012

O Padrão Católico de Vestimenta Para o Homem


Filhos da princesa Isabel e do conde d’Eu, no castelo d’Eu, Normandia, França, 1905




Por Pe. Peter Scott
(Traduzido por Andrea Patricia)

A modéstia é uma virtude moral, e uma parte da virtude da temperança, pelo qual uma pessoa traz moderação para suas ações externas e para dentro (na medida em que pode ser refletida por certos sinais exteriores), a fim de mantê-las sob o controle da razão correta (Summa Theologica, IIa IIae Q.160, a.2). São Tomás de Aquino enumeraquatro tipos de modéstia em matéria comum, que são obrigatórias para todos:

* A primeira é o movimento da mente em direção a alguma excelência, e este é moderado pela humildade.
* A segunda é o desejo de coisas relativas ao conhecimento, e esta é moderada pelo estudo cauteloso que se opõe à curiosidade.
* A terceira refere-se a movimentos corporais e ações (incluindo palavras), que se requer que sejam feitas de forma conveniente e honestamente, se agirmos a sério ou numa brincadeira [em jogos].
* A quarta se refere aparência exterior, por exemplo, vestir e coisas do gênero. (Ibid.)

Se todos os quatro aspectos da modéstia são igualmente importantes, não resta nenhuma dúvida de que os dois últimos, que não têm nome especial, são mais comumente entendidos pelo termo modéstia. Além disso, é mais especialmente o último que é referido por modéstia, por causa da desordem da natureza humana caída, que é mais facilmente derrotada pela atração desordenada para o mais baixo tipo de imodéstia.

Claramente os homens têm um direito igual ao das mulheres de evitar palavras ou ações provocativas e evitar qualquer tipo de vestuário que possa mostrar a sua pessoa ou seu corpo, levando à vaidade. Como as mulheres, eles são proibidos, portanto, de mostrar seus corpos em público de uma forma indecorosa, ou de uma forma que pode produzir uma atração desordenada no sexo oposto. Os homens devem sempre vestir uma camisa para praticar exercícios, e shorts* não devem ser usados em público, mas só serão utilizados para o esporte, e não devem ser muito curtos ou muito apertados.Da mesma forma, os homens devem vestir-se modestamente para a Missa de Domingo, com camisa, gravata, blazer, calça, tudo isso que simboliza um senso de responsabilidade do homem, conduzindo sua família para a auto-disciplina ordenada do vestuário modesto, e cumprindo com o seu dever na verdadeira adoração a Deus.

No entanto, existem duas diferenças importantes na aplicação destes princípios aos homens, em comparação com as mulheres, e que são a razão pela qual os documentos da Igreja sobre o assunto referem-se a modéstia em mulheres. A primeira é que a natureza de uma mulher faz dela muito mais propensa à tentação da vaidade, para mostrar o seu corpo, e a natureza de um homem faz dele muito mais tentado por ver isto. Conseqüentemente, as infrações mais graves e mais perigosas contra o pudor, entendido em seu quarto e mais restrito sentido, ou seja, contra a pureza, são feitas por mulheres.

É por esta razão que a Igreja tem sido muito mais inflexível sobre o vestuário da mulher, como na seguinte citação de um decreto da Sagrada Congregação do Concílio de 18 de janeiro de 1930:

Sua Santidade, Pio XI, nunca deixou de inculcar na palavra e na escrita o preceito de São Paulo (I Tim 2, 5-10) “As mulheres também em vestuário decente; adornem-se com modéstia e sobriedade”, "como mulheres que fazem profissão de piedade com boas obras.”

E em muitas ocasiões, o mesmo Sumo Pontífice reprovou e condenou vigorosamente a imodéstia no vestir que hoje está em voga em todos os lugares, até mesmo entre as mulheres e meninas que são católicas, uma prática que fere gravemente a virtude suprema e a glória das mulheres e, além disso infelizmente leva não apenas a sua desvantagem temporal, mas, o que é pior, a sua ruína eterna e a de outras almas.

Não é de admirar, então, que os Bispos e outros Ordinários dos lugares, quando tornam-se ministros de Cristo, têm em sua diocese respectivas resistido por unanimidade em todos os sentidos a estas maneiras licenciosas e desavergonhadas e com isso têm alegremente e corajosamente suportado o escárnio e o ridículo, por vezes, dirigidos a eles pelos mal dispostos…

Há uma segunda razão pela qual a modéstia no vestir é especialmente aplicável às mulheres acima dos homens. É que há uma forma especial de imodéstia que é característica de nossos tempos modernos, e é a imodéstia das mulheres vestindo roupas masculinas, principalmente calças e shorts. Isso prejudica a percepção psicológica que uma mulher tem de si mesma e de sua diferença do homem, que por sua vez a desfeminiza, corrói a relação natural entre homens e mulheres, remove a defesa da excessiva familiaridade, e, eventualmente, degrada as relações entre homens e mulheres para o nível da sensualidade. É esta forma de imodéstia que é, em última análise, de longe, a mais destrutiva das relações humanas e da virtude da pureza.

Se, portanto, há certamente um padrão de modéstia para os homens, deve sempre ser lembrado que a batalha pela modéstia das mulheres é tanto mais crucial quanto mais difícil de vencer.

Homens de verdade, no entanto, ensinam e lideram pelo exemplo. Se eles têm dificuldade ao insistir na modéstia de suas esposas ou filhas, eles vão se lembrar de praticar com muita precisão todos os quatro tipos de modéstia mencionadas acima, e as suas admoestações darão frutos.

Fonte: Maria Rosa

quarta-feira, 27 de junho de 2012

10 Razões para que os homem pratiquem a modéstia dos olhos


Sir Winston Churchill na juventude 
10 - Ela ajuda a ensinar a disciplina.
     Os homens devem disciplinar-se para estar no controle de suas paixões e não permitir que paixões os controle.
9 - Ela evita a ocasião próxima de pecado.
     Para guardar seus olhos quando você se sentir tentado a usar uma mulher com intenção impura é uma coisa boa."Mas eu vos digo, todo aquele que olhar para uma mulher com desejo já cometeu adultério com ela em seu coração."-Mt 5:19.
8 - Modéstia dos olhos acumula castidade.
     Castidade nos ajuda a requisitar corretamente nossa sexualidade. Se não temos a modéstia dos olhos, isso significa que nossa sexualidade é desordenada à objetivação - não ao amor - e precisa ser curada.
7 - É o que todo cavalheiro deve fazer.
     Nenhuma mulher que se  dê respeito quer ser cobiçada ou olhada de cima e para baixo. Não seria verdadeiro cavalheiro, e desonra uma mulher fazendo isso.
6 - Ela ajuda o homem a ver a mulher por inteiro, não apenas as partes de seu corpo.
      Quando a maioria dos homens vê uma mulher imodestamente vestida, seus cérebros automaticamente começam a querê-la. Assim, os homens precisam ser capazes de ver a verdade sobre quem é uma mulher - não apenas para quebrá-la em objetos que ele pode usar para seu prazer egoísta.
5 - Evita escândalo.
      Pense no rei Davi. Se ele tivesse praticado a modéstia dos olhos ,ele poderia ter sido capaz de evitar  pecados muito piores - adultério e assassinato. Agora pense o que acontece quando um homem está preso em um olhar de cobiça para uma mulher.
4 - Ela ajuda a combater a tentação.
      Os homens sofrem tentação sexual frequentemente. Para a guarda dos olhos ajuda a um homem para combater uma tentação ainda mais forte de cobiçar uma mulher depois que ele a olha.
3 - Ela ajuda as nossas irmãs a não se sentir como objetos.
    Se não por outro motivo, devemos testemunhar a dignidade da mulher, controlando nossas paixões.
2 - É uma virtude que devemos perseguir.
      Ela está relacionada à castidade, a modéstia e a temperança.
1 - Ele  concentra-nos de volta em coisas mais importantes.
     "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo". - Mt 6:33.Cristo deve ser nossa primeira prioridade. Honrando à altura da sua criação (nossas irmãs) deve ser o segundo. Devemos ser o terceiro.

Por: Comunidade Missionária Mariana na Modéstia