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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O traje, espelho de uma época?

Por Bruno Garschagen

Ler os grandes intelectuais do passado é constatar a degradação do presente. Tendemos a perceber essa degradação nos hábitos e nos comportamentos que mais nos chocam, mas há um elemento fundamental que passa quase sempre despercebido: o vestuário. Plinio Corrêa de Oliveira, hoje quase esquecido, escreveu em 1952 um artigo irretocável sobre “O traje, espelho de uma época”. Num trecho do texto, Plinio extraiu da vestimenta seu elemento imaterial, pois que “de um ponto de vista meramente material”, o traje ao corpo presta somente o serviço de agasalhá-lo ou de “proteger um certo pudor que brota das profundezas do instinto”. Na certeza de que “o homem não é só matéria”, a vestimenta “deve também prestar serviço ao espírito”.

Como? “Por uma propriedade que não é apenas convencional ou imaginativa, mas que crava raízes no âmago da realidade, certas formas, certas cores, as qualidades de certos tecidos, produzem no homem determinadas impressões, que são mais ou menos as mesmas para todos os homens” . Essas impressões, salientou Plinio, produzem nos homens “estados de espírito, atitudes mentais, em certos casos todo um pendor da personalidade”. E é dessa maneira que “pode o homem, por meio do traje, exprimir até certo ponto sua personalidade moral, o que facilmente se pode notar no vestuário feminino, tão apto a espelhar o feitio mental da mulher”.

Dizia eu, porém, acerca do elemento imaterial do traje convocado por Plinio. E ele o faz ao certificar que “quando uma época se preocupa em elevar o homem, é sedenta de dignidade, de grandeza, de seriedade, dispõe o vestuário – comum ou profissional – de maneira a acentuar em cada pessoa a impressão desses valores”. E sim, “será ou tenderá a ser nobre, digno, varonil, o traje de todo homem, desde o soberano até o último plebeu”, como “se nota nos trajes antigos”. O que nos diz a nossa época se analisarmos como nós, brasileiros, nos vestimos?

O que vou dizer agora pode soar um tanto excêntrico e, para alguns, mesmo ofensivo: o brasileiro não se veste, limita-se a cobrir o corpo com as roupas que tiver. Assim revela sua falta de modos, seu despudor estético e uma incompreensão absoluta sobre aquilo que transmite quando usa tênis em celebrações, mesmo em aniversários de infantes ou de imberbes. Inexiste no brasileiro médio, de qualquer classe social, um sentido estético. A roupa é a evidência mais pública dessa ausência de acuidade. Não há nem sentido estético nem a compreensão de que as vestes transmitem dignidade, grandeza, valores, enfim.

domingo, 2 de julho de 2017

A elegância: mais que boas maneiras


A elegância não deve ser uma característica puramente externa, mas vir de dentro, fruto da posse completa da própria interioridade. 
Imagino que o leitor esteja disposto a admitir que a dignidade humana é para nós uma questão importante, pois é hoje assunto de inúmeras páginas e discussões. Quase sempre se fala dela como um tema político, relacionado com o respeito a todos, os direitos humanos, como fundamento da ordem jurídica, o como uma exigência moral básica e inalienável que deve ser energicamente defendida para que a sociedade não se desumanize.
Entretanto, poucas vezes se ouve falar da dignidade num enfoque intimista e estético. E seria muito instrutivo. O leitor paciente e sofrido que estiver disposto a acompanhar-me poderá ver, espero, como a dignidade humana envolve também aqueles assuntos que enobrecem ou degradam a pessoa diante de si mesma e, consequentemente, diante dos outros, assuntos que afetam a autoestima de alguém e a consideração que esse alguém recebe daqueles que estão à sua volta. Comportar-se dignamente é algo que se aprende e que tem a ver com uma verdade simples e capital: o feio é indigno e vergonhoso, e deve ser ocultado ou substituído pelo belo e elegante. A presença do belo e do feio em nós mesmos é um componente fundamental da nossa dignidade.
Trata-se de uma questão que nos preocupa mais do que em principio estaríamos dispostos a admitir. O que as pessoas pensam de mim? Como me pareço? Será que não estou horrível? Será que acham que sou burro, velho, ou chinfrim? Alguém notou que a culpa foi minha? O que o meu chefe vai dizer? Vou passar por imbecil?

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Pequeno catecismo do namoro

O que é “namoro”?

Namoro é o período em que o rapaz e a moça procuram conhecer-se em preparação para o matrimônio.

Em que consiste o matrimônio?

No matrimônio homem e mulher doam seus corpos, constituem uma só carne e tornam-se instrumentos de Deus na geração de novas vidas humanas.

Então, em que deve consistir a preparação ao matrimônio?

Antes de dar os corpos é preciso doar as almas. No namoro os jovens procuram conhecer não o corpo do outro, mas sua alma.

Que conclusão podemos tirar daí?

Os namorados não podem ter relações sexuais (fornicação), nem atitudes contrarias à castidade.

Porque?

Pois o corpo do outro ainda não lhes pertence, pelo sacramento do matrimônio religioso. Unir-se ao corpo alheio, antes do casamento na Igreja é um pecado contra a castidade e contra a justiça, e como nosso corpo é o templo do Espírito Santo (1 Cor. 6, 19), a profanação de nosso corpo é algo semelhante a um sacrilégio.

São permitidos os abraços e beijos?

Porém não é apenas a fornicação que é pecado, mas também tudo o que provoca o desejo da fornicação, como abraços e beijos.

quinta-feira, 3 de março de 2016

As conversas e como se há de falar de Deus - São Francisco de Sales


"Um dos meios mais triviais que têm os médicos para conhecer o estado de saúde de uma pessoa, é a inspeção da língua; e eu posso afirmar que as nossas palavras são o indício mais certo do bom ou do mal estado da alma. Nosso Senhor disse: Por vossas palavras sereis justificados e por vossas palavras sereis condenados. Muitas vezes e espontaneamente movemos amão para o lugar em que sentimos uma dor e movemos a língua, a todo amor que sentimos no coração.
   Se amas a Deus, Filotéia, falarás frequentemente de Deus nas tuas conversas íntimas com as pessoas de casa, com teus amigos e vizinhos. A boca do justo, diz a Escritura, meditará sabedoria e a sua língua falará prudência. Fala, pois, muitas vezes de Deus e experimentarás o que se diz São Francisco - que, quando pronunciava o nome do Senhor, sentia a alma inundada de consolações tão abundantes que até a sua língua e seus lábios se enchiam de doçura.

sábado, 16 de janeiro de 2016

O santo mistério

Porém já vês, meu filho, quanto são de lastimar esses infortunados. Porque, se conhecessem o santo dever, a nobre tarefa que Deus ligou a esse instinto humano, não falariam dele com tão desfaçada grosseria.  
Julga tu mesmo, meu filho, que vulgar maneira de pensar, que degradação da alma é precisa para inventar e espelhar pilherias porcas sobre um dos mais santos e mais nobres privilégios de que o Criador quis revestir o homem.
"Não sabeis que sois o Templo do Espirito-Santo que habita em vós?" diz a Sagrada Escritura (1. Corintios, VI, 19). Num templo cada lugar é santo, no nosso corpo também tudo é santo, pois ele vem de Deus. Mas em cada templo há uma parte que é especialmente santa: o tabernáculo onde o próprio Senhor habita no Santíssimo Sacramento e do qual só nos devemos aproximar inclinando a cabeça, ajoelhando-nos com profundo respeito;  no corpo humano também há um lugar particularmente secreto — não é o coração, não é o cérebro — porém o órgão onde habita uma parcela da força criadora do Onipotente e no qual não devemos pensar senão com profundo respeito.
Com quanto mais respeito pensares na santa força criadora que acorda em ti entre os quatorze e os dezesseis anos, tanto mais claramente tomarás consciência de que no teu corpo, consoante a admirável vontade de Deus, dormitam a vida, a felicidade e o futuro de toda uma geração, tanto menos troçá-la-ás, tanto menos sorrirás dela, e mesmo dela absolutamente não falarás.
De feito, o nascimento da vida é na natureza inteira um segredo. Segredo santo e impressionante. Lá onde começa uma nova vida, o Deus Criador lança sempre um véu. A borboleta esconde-se num casulo quando muda de forma, ninguém a vê. E quem jamais viu a semente germinar? Ninguém. Profundamente escondida no seio da terra, ela surge para uma nova vida. Quem jamais viu o cristal da ametista azul e do rubi vermelho formar-se no silêncio absoluto das profundezas misteriosas dos rochedos? Ninguém. O começo, o nascimento, a origem da vida estão por toda parte misteriosamente ocultos. Em vão o homem investiga o começo da vida: o maior sábio finalmente percebe haver chegado ao limiar dum flutuado fechado. Um passo mais e — é Deus que se ergue diante dele.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A castidade: um belo desafio para o jovem

A luta cristã contra a impureza exige que se fuja de toda ocasião de pecado. Sabemos que “a ocasião faz o ladrão”, e aquele que brinca com o perigo nele perece. Se você, jovem, quer se manter puro e casto antes do casamento, terá que fugir de toda ocasião que possa excitar a paixão: livros, revistas, filmes eróticos, bem como, no namoro, toda ocasião que possa propiciar uma vivência sexual precoce. O namoro não é o tempo de viver as carícias matrimoniais, pois elas são o prelúdio do ato sexual, que não deve ser realizado no namoro. O que precisa haver entre os namorados é carinho, não as carícias íntimas. Além disso será preciso, para todos, solteiros e casados, o auxílio da graça de Deus; para os solteiros, a fim de que não vivam o sexo antes do casamento; para os casados, a fim de serem fiéis um ao outro. É grande a recompensa daquele que luta bravamente para manter a própria pureza. Jesus disse que esses são bem aventurados (felizes) porque verão a Deus. (Mt 5,8) Um jovem casto é um jovem forte, cheio de energias para sua vida profissional e moral. É na luta para manter a castidade que você se prepara para ser fiel ao seu cônjuge amanhã.

A grandeza de um homem não se mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de dominar a si mesmo. Esta sempre foi a coluna que manteve de pé as civilizações e os grandes homens, e hoje, também, precisa ser resgatada e preservada, sob pena de vermos perecer a nossa civilização. Nossa humanidade hedonista, amante do prazer, a qualquer custo, ri da castidade e da virgindade, e por isso paga um preço caro pela devassidão dos costumes. Para reerguer esta sociedade será preciso resgatar esses valores que nunca envelhecem. Vale a pena refletir um pouco no que dizia o Mahatma Ghandi, o célebre indiano hindu, que não era católico, que libertou a India da Inglaterra, pela força da não violência. Ele dizia:

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Vestir-se com modéstia para a missa!

A sociedade está se tornando cada vez mais casual. Tenho visto frequentemente pessoas comprando comidas em calças de pijamas e pantufas. Tenho ido à concertos mundiais de música clássica, onde as pessoas estavam vestidas com camisas havaianas e jeans. De fato, é difícil imaginar que as pessoas ainda irão se vestir modestamente. Até mesmo em casamentos e funerais estão ficando cada vez mais e mais casuais.
Isso me incomoda, porque como nos vestimos é um sinal de quanto respeito temos por nós mesmos e para com as outras pessoas. Se nós não nos vestimos adequadamente para alguém ou alguma situação, isso quer dizer que não respeitamos essa pessoa ou aquela situação.

Vestir-se com modéstia é um sacrifício pequeno

Um olhar inteligente requer esforço. Vestir terno e gravata bem ajustado, ao invés  de uma camiseta enrugada, leva tempo. Barbear-se, em vez de ostentar uma barba por fazer, leva um pouco de esforço. Pentear seu cabelo, em vez de deixa-lo em pé, requer uma pequena quantidade de trabalho. São exatamente esses pequenos sacrifícios de tempo e esforço, no entanto, que mostram às outras pessoas que elas valem a pena.
Acredite em mim, eu sei que não é fácil para os homens. Nós naturalmente não queremos fazer esse esforço. Mas  garanto que se você fizer isso, você vai se sentir  mais viril e mais confiante.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Terno: o guia definitivo

Todo homem deve ter um bom terno. Seu primeiro terno deve ser um cinza, pois é uma cor versátil, que vai bem tanto de dia, quanto de noite, em ocasiões formais ou informais. Também é mais fácil fazer a combinação de camisa e gravata com ele. Em seguida, compre um azul marinho, que também vai bem de dia ou de noite e em ocasiões formais ou informais.

O terno preto é mais formal e, por ser mais austero, é ideal para a noite.

Diferenciação entre terno e costume

O terno é o trio composto de paletó, calça e colete. Já o costume é composto apenas da calça e do paletó. Ambas as opções são válidas para eventos onde se pede tal roupa. No entanto, o terno é mais formal.

Dicas ao comprar o terno/costume:
Para o paletó:
- Ombros lisos – sem costuras repuxadas ou ondulações;
- A gola deve assentar no pescoço;
- As mangas do paletó não devem cubrir suas mãos;
- O comprimento correto do paletó é que ele cubra seu traseiro;
- A manga da camisa deve ficar 1 centímetro aparecendo por baixo do paletó;
- O último botão do paletó deve sempre estar desabotoado – facilita na hora de se assentar e ao locomover-se;
- Paletós de dois botões são ideias para pessoas mais baixas, pois aumenta o “V” que é formado ao abotoar o paletó, alongando a silhueta.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Os Exercícios e a Modéstia

Por Luciano Beckman.

"O esporte é eficaz antídoto contra a moleza e a vida cômoda, acorda o sentido de ordem e educa ao exame e ao domínio de si, ao desprezo do perigo sem jactância nem pusilanimidade. Assim ele ultrapassa a robustez física para conduzir à força e à grandeza moral." (Papa Pio XII) (1)


À todos, Salve Maria!

Antes de colocarmos as camisetas e shorts imodestos em questão, vamos comentar sobre uma tal situação que me ocorreu recentemente. Fui perguntar ao meu diretor espiritual à respeito sobre as academias, se seria lícito, visto que a imodéstia está lá em seu peso; acabou que na pergunta que fiz, obtive a resposta de que precisava: "A imodéstia está lá".

Vejam em pequeno trecho a conversa com Dom Antônio Maria, segundo sacerdote do Mosteiro da Santa Cruz e meu diretor:

"Academia de musculação não é um bom ambiente para católicos, devemos evitá-la a não ser que realmente seja necessária (correção de algum defeito físico causado por acidente, etc.), e mesmo assim, devemos procurar uma que seja mais honesta."

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

DA MODÉSTIA DOS OLHOS

ESCOLA DA PERFEIÇÃO

(Obra compilada dos escritos de Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, vertida para o português segundo a edição alemã do Pe. Paulo Leick pelo Pe. José Lopes, C. SS. R, 1955)


III. DA MODÉSTIA DOS OLHOS


Quase todas as paixões que se revoltam contra nosso espírito têm sua origem na liberdade desenfreada dos olhos, pois os olhares livres são os que despertam em nós, de ordinário, as inclinações desregradas. "Fiz um contrato com meus olhos de não cogitar sequer em uma virgem", diz Jó (Job 31, 1). Mas, por que diz ele de não pensar sequer em uma virgem?

Não parece que deveria dizer: Fiz um contrato com meus olhos de não olhar sequer? Não, ele tem toda a razão de falar assim, porque o pensamento está intimamente ligado ao olhar, não se podendo separar um do outro, e, para não ter maus pensamentos, propôs-se esse santo homem nunca olhar para uma virgem.

Santo Agostinho diz: "Do olhar nasce o pensamento, e do pensamento a concupiscência". Se Eva não tivesse olhado para o fruto proibido, não teria pecado; ela, porém, achou gosto em contemplá-lo, parecendo-lhe bom e belo; apanhou-o então, e fez-se culpada da desobediência.
Aqui vemos como o demônio nos tenta primeiramente a olhar, depois a desejar e, finalmente, a consentir.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Não se deve fazer caso do que dizem os mundanos.

“Assim que a tua devoção se for tornando conhecida no mundo, maledicências e adulações te causarão sérias dificuldades de praticá-la. Os libertinos tomarão a tua mudança por um artifício de hipocrisia e dirão que alguma desilusão sofrida no mundo te levou por pirraça a recorrer a Deus.Os teus amigos, por sua vez, se apressarão a te dar avisos que supõem ser caridosos e prudentes sobre a melancolia da devoção, sobre a perda do teu bom nome no mundo, sobre o estado de tua saúde, sobre o incômodo que causas aos outros, sobre a necessidade de viver no mundo conformando-se aos outros e, sobretudo, sobre os meios que temos para salvar-nos sem tantos mistérios.
Filotéia, tudo isso são loucas e vãs palavras do mundo e, na verdade, essas pessoas não têm um cuidado verdadeiro de teus negócios e de tua saúde: Se vós fôsseis do mundo, diz Nosso Senhor, amaria o mundo o que era seu; mas, como não sois do mundo, por isso ele vos aborrece.
Vêem-se homens e mulheres passarem noites inteiras no jogo; e haverá uma ocupação mais triste e insípida do que esta? Entretanto, seus amigos se calam; mas, se destinamos uma hora à meditação ou se nos levantamos mais cedo, para nos prepararmos para a santa comunhão, mandam logo chamar o médico, para que nos cure desta melancolia e tristeza. Podem-se passar trinta noites a dançar, que ninguém se queixa; mas por levantar-se na noite de Natal para a Missa do Galo, começa-se logo a tossir e a queixar de dor de cabeça no dia seguinte.
Quem não vê que o mundo é um juiz iníquo, favorável aos seus filhos, mas intransigente e severo para os filhos de Deus?
Só nos pervertendo com o mundo, poderíamos viver em paz com ele, e impossível é contentar os seus caprichos ― Veio João Batista, diz o divino Salvador, o qual não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Ele está possesso do demônio. Veio o Filho do Homem, come e bebe, e dizeis que é um samaritano.
É verdade, Filotéia, se condescenderes com o mundo e jogares e dançares, ele se escandalizará de ti; e, se não o fizeres, serás acusada de hipocrisia e melancolia, se te vestires bem, ele te levará isso a mal, e, se te negligenciares, ele chamará isso baixeza de coração. A tua alegria terá ele por dissolução e a tua mortificação por ânimo carrancudo; e, olhando-te sempre com maus olhos, jamais lhe poderás agradar.
As nossas imperfeições ele considera pecados, os nossos pecados veniais ele julga mortais, e malícias, as nossas enfermidades; de sorte que, assim como a caridade, na expressão de S. Paulo, é benigna, o mundo é maligno.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

[Sermão] A Modéstia no vestir

Sermão para o Segundo Domingo da Quaresma


24 de fevereiro de 2013 - Padre Daniel P. Pinheiro

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.


“Que cada um de vós saiba possuir o seu corpo em santidade e honra.”


Nós, seres humanos, somos formados por corpo e alma. Estamos colocados entre os anjos, que são puro espírito e os seres puramente materiais. No homem, a alma e o corpo estão unidos, formando a própria essência dele. Evidentemente, essa união natural entre a alma e o corpo, querida por Deus, é algo bom. A alma precisa do corpo para realizar suas operações de maneira mais conveniente. A alma, para conhecer as coisas, precisa dos sentidos, da imaginação. São Tomás diz que nada está no nosso intelecto, a não ser que tenha passado antes pelos sentidos. Todo o nosso conhecimento vem pelos sentidos. O corpo é, portanto, um bem para a nossa alma, um bem para o ser humano. A alma separada age de modo menos perfeito do que quando se encontra unida ao corpo e, por isso, ela deseja a ressurreição do corpo, após a morte.

Todavia, é claro que a parte mais nobre do composto humano é a alma, parte espiritual, e que pode conhecer a verdade e amar o bem. É pela parte espiritual ou racional, quer dizer, pela inteligência e pela vontade, que nos distinguimos dos animais brutos. E no homem, como em todas as coisas, o inferior deve estar subordinado ao superior. Portanto, é a razão que deve dirigir as ações do nosso corpo, é a razão que, reconhecendo a nossa natureza e reconhecendo a natureza e a finalidade das nossas faculdades, deve ordenar todas as nossas ações. A ordenação dos nossos atos segundo a razão constitui a virtude. A virtude é, então, a ordenação dos nossos atos, de forma que eles sejam conformes à nossa natureza de animais racionais.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais Modéstia na JMJ

Infelizmente, vários são os exemplos de falta de modéstia na história da Jornada Mundial da Juventude. Quem já participou sabe bem disso. Ficamos com uma pergunta em mente, qual testemunho estamos dando? Estamos realmente sendo sal da terra e luz para o mundo?








Vale destacar aqui as palavras do Papa Pio XIII: “O vestuário não deve ser avaliado segundo a estima de uma sociedade decadente ou corrupta, mas de acordo com as aspirações de uma sociedade que premia a dignidade e a seriedade da sua veste pública”. Procurei expor aqui algumas fotos  colhidas em sites católicos de eventos onde a modéstia é bastante respeitada, que possa servi de exemplo nessa JMJ Rio 2013

sábado, 22 de junho de 2013

Homens realmente vêem mulheres seminuas, como "objetos" cientistas afirmam

Alguns homens realmente vêem mulheres seminuas como "objetos ", os cientistas afirmam.


Pesquisadores, avaliando o cérebro de certos homens enquanto eles olhavam para uma fotografia de uma mulher de biquíni, descobriram que as seções do cérebro que normalmente reagem aos objetos ficaram acesas.


Com os homens, que eram conhecidos por terem tendências sexistas, eles também descobriram que uma parte do cérebro que normalmente é ligada durante a interação social, realmente ficou desativada quando viram a foto.


A professora Susan Fiske, da Universidade de Princeton, disse a Associação Americana para o Avanço da Ciência em sua reunião anual que ela acredita que os resultados mostram que alguns homens não vêem as mulheres sexualizadas como um "humano ".


"Eu não estou dizendo que eles literalmente as vêem como um objeto, claro que eles sabem que ela é humana", disse ela.


"Mas o que as varreduras do cérebro mostram é que eles estão reagindo a esta fotografia como as pessoas reagem a objetos. É como se elas não fossem plenamente humanas.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sim, o hábito faz o monge, mostra pequisa

Por Juliana Câmara

Estudo americano comprova que significado social das peças que vestimos interfere nos processos cerebrais

O antigo ditado que nos orienta sobre não julgar as pessoas pela aparência acaba de ser contrariado por um estudo americano, pelo menos no que diz repeito às roupas. Cientistas descobriram que a forma como interpretamos o valor simbólico da vestimenta pode afetar nossos processos cognitivos. E o estudo, realizado por pesquisadores da Northwestern University, em Illinois, mostra que não basta olhar uma peça para que esta influência ocorra, é preciso vesti-la.
Os pesquisadores, liderados por Adam Galinsky, realizaram três experiências usando jalecos brancos idênticos de médicos e pintores. Em todos os casos, as pessoas que vestiram as peças que seriam dos profissionais de saúde — a quem costuma ser atribuído um comportamento cuidadoso, rigoroso e atento — apresentaram melhores resultados em testes de atenção e percepção visual de erros. Houve quem apenas olhasse a roupa, mas quem a vestiu se saiu melhor.
A descoberta, que foi relatada em reportagem do jornal “New York Times”, é significativa para uma área de estudos em crescimento, chamada de cognição incorporada.
— Pensamos não apenas com nossos cérebros, mas com nossos corpos, e nossos processos de pensamento estão baseados em experiências físicas que provocam conceitos associados abstratos. Agora, parece que estas experiências incluem as roupas que vestimos — explicou Galinsky ao NYT. — A experiência de lavar as mãos, por exemplo, está associada à pureza moral e a julgamento éticos.
Para os cientistas, um dos pontos mais interessante do estudo é a possibilidade de compreender se o significado da roupa que vestimos afeta nossos processos psicológicos: ele altera a forma como nos aproximamos e interagimos com o mundo? Na opinião do psicólogo e autor do livro “Homens invisíveis” (Editora Globo), Fernando Braga da Costa, a resposta é sim:
— Tudo o que é intelectual é guiado também pelo nosso equilíbrio emocional. Além disso, o que controla nossas vias neurológicas está relacionado com nossas emoções, cuja construção passa pelos relacionamentos e a concepção de valores sociais.
Os pesquisadores americanos agora querem entender o que acontece quando alguém veste uma batina de padre ou um uniforme de policial todos os dias, por exemplo. A ideia é desvendar se os indivíduos se acostumam e as alterações cognitivas não ocorrem, fazendo os efeitos desaparecerem. Para isso, no entanto, mais estudos ainda serão conduzidos.

Jornal O Globo.

sexta-feira, 8 de março de 2013

As modas "sexy": o que pensam os homens


Por Mike Mathews -  Tradução Aline Rocha

Como de fato afetam, aos homens, as roupas “sexys” das mulheres? Como homem, eu gostaria de explicar. Freqüentemente, vejo mulheres a usar calças jeans apertadas, vestidos ajustados ao corpo e mini-saias. Algumas usam calças “rasgadas”, blusas decotadas e suéteres apertados, enquanto que outras mostram partes de seus sutiãs aqui ou ali. As mulheres estão vestindo modas “sexy” em todos os lugares: nas escolas, no trabalho e até na Igreja.

Com essas atitudes exibicionistas como que elas querem ser honradas e respeitadas pelos homens? Às vezes, pergunto-me no meu interior quais serão os motivos que as leva a agir dessa forma. Será que estão tratando de ser atrativas e estar na moda? Ou estão buscando algo mais? Elas tem noção de quais os sinais que estão enviando aos homens? Elas estão em busca de atenção? – ou estão tentando encontrar um bom marido e um amor seguro? Querem conseguir um encontro ou incrementar a confiança em si mesmas? Podem ser estas as razões ou existem outras? Mas o certo é que ao vestir-se “sexy” nunca conseguirão com que os homens lhes honrem ou as respeitem. De fato, na realidade, é quase certo que os homens não as honraram nem as respeitaram. Se você quer que um homem a respeite, e talvez se enamore, então, você deve mostrar auto-respeito e reconhecer sua dignidade perante Deus. A melhor maneira de mostrar isto é a modéstia no vestir-se, nas palavras, nos pensamentos e nas ações.

O que provoca pensamentos sexuais nos homens?
É natural querer vestir-se de modo atraente. Mas às vezes, sem até dar-se conta, as mulheres que vestem roupas “sexys” estão se “vestindo para o sexo” – isto é, se veste de tal forma que provoca pensamentos sexuais nos homens. Por que os homens reagem dessa maneira e por que as mulheres nem sempre se dão conta disso? Porque os homens e as mulheres são feitos de maneira diferente no que se refere ao corpo humano. O fato é que não se necessita muito estímulo visual para que os homens se excitem sexualmente. A visão do corpo feminino, ainda que seja pouco, e ainda que a moça seja completamente desconhecida, pode despertar pensamentos sexuais instantaneamente. Isto pode ser difícil de entender para as mulheres, mas é a mais pura verdade.

quarta-feira, 6 de março de 2013

CASTIDADE


Do latim "castitas", de "castus", originariamente termo da linguagem religiosa que significava: conforme aos ritos; posterior­mente foi tomado como particípio do verbo "careo" = carecer e passou a significar tam­bém: isento de, puro.

É uma virtude moral que preserva o homem de qualquer complacência indevida com a satisfação sexual.

É a expres­são de uma plena vitória da vontade sobre o instinto.

É uma nota inconfundível das almas nobres e fortes.

O homem casto não é apenas aquele que não tem uma vida desregrada, mas é o que exerce pleno controle não só sobre seus atos e palavras, mas também sobre seus impulsos íntimos e seus desejos.

As reações do animal obedecem, de modo exclusivo e ine­lutável, aos estímulos dos instintos de conser­vação e reprodução. Mas nele esses instintos têm uma regulação automática e um equilíbrio natural. No homem, esse equilíbrio é exercido pela razão consciente e voluntária. E nisso re­side a nobreza do ser humano. O devasso acaba se assemelhando ao animal, escravo dos próprios instintos. O casto controla os seus ins­tintos, segundo as finalidades superiores da razão: não vive para comer, mas come para viver; não vive para o sexo, mas submete a atividade sexual à sua função imanente de transmitir o dom da vida e de permitir entre os esposos a realização da plenitude de amor humano. A castidade é o resultado de uma autodisciplina, permanentemente exercida so­bre os pensamentos, os desejos, os sentidos num ideal de nobre austeridade voluntaria­mente aceito. A impostura dos devassos con­siste em se apresentarem como corajosos, li­bertos de todos os tabus. Na realidade, são covardes que abdicaram da luta interior e se tornaram escravos de suas paixões, porque, de fato, só os castos são fortes.
___________________________

Fonte: Pe. Fernando Bastos de Ávila, S.J. - Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo, MEC - Ministério da Educação e Cultura, FENAME - Fundação Nacional do Material Escolar, 2a edição, 1975, verbete Castidade, página. 116.

Fonte: Vida e Castidade

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

São Domingos Sávio: o mais jovem santo não mártir da Igreja


Falecendo com apenas 15 anos, aliou inocência e pureza angélicas à sabedoria de homem maduro, alcançando a heroicidade das virtudes

                                                                                                                                                                Plinio Maria Solimeo

O primeiro e mais abalizado biógrafo de São Domingos Sávio foi seu diretor espiritual e mestre, o grande São João Bosco. Dele extraímos os dados para este artigo.

 Filho de Carlos Sávio e Brígida Agagliate, Domingos Sávio nasceu em Riva, vila de Castelnuovo de Asti, em 2 de abril de 1842.

Desde pequeno foi dotado “de uma índole doce e de um coração formado para a piedade, aprendeu com extraordinária facilidade as orações da manhã e da noite, que rezava já quando tinha apenas quatro anos de idade”.

  
 São João Bosco observa São Domingos Sávio em êxtase
Certo dia, durante um almoço em sua casa oferecido a um visitante, não tendo este rezado antes de começar a comer, Domingos pegou seu prato e retirou-se a um canto. Seu pai perguntou-lhe depois por que fizera isso. Ele respondeu: “Não me atrevo a pôr-me à mesa com uma pessoa que começa a comer como o fazem os bichos”.

Quando tinha cinco anos, ia à igreja com sua mãe; sua atitude devota chamava a atenção de todos. Se o templo estava ainda fechado, ajoelhava-se junto à porta, e aí ficava orando até que fosse aberto, não lhe importando se chovia ou nevava, se fazia calor ou frio.

Nessa idade, aprendeu a ajudar a Missa, o que fazia com muita devoção, apesar da dificuldade que tinha para transportar o enorme missal.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

SERMÕES DE São João Maria Vianney o Cura D’Ars


São João Crisóstomo diz: "– Olhe aquela jovem mundana e leviana, ou melhor, olhe para aquela pequena chama do fogo diabólico, que com sua beleza e gestos "flamboyants", acende no coração da-quele jovem, o fogo da concupiscência. Você não os vê? Um mais do que o outro, buscando atrair-se mutuamente pelos seus charmes e toda a sorte de truques e ardis? Se você puder, pode contar, Ó infeliz pecador: o número de seus maus pensamentos, ou maus desejos e suas ações pecaminosas! Não é nesses lugares que você ouve aquilo que agrada aos seus ouvidos, que inflama e queima os corações, fazendo dessas assembléias fornalhas de "falta-de-vergonha"? E não é por acaso ali, meus caros irmãos, que os rapazes e moças, bebem diretamente na fonte do crime, a qual logo, logo, se transforma num rio que transborda o seu leito, arruinando e envenenando tudo à sua volta? Pois eu digo; continuem! Sigam em frente, pais e mães desavergonhados! Sigam para o Inferno, onde a justiça e a fúria de Deus os aguarda com todas as ações que vocês praticaram, permitindo aos seus filhos correrem tais riscos. Pois sigam em frente, porque eles não demorarão muito a se reunirem com vocês, já que vocês deixaram a estrada pa-vimentada para eles. Sigam em frente e contem o número de anos que seus filhos e filhas perderam! Apresentem-se diante do Supremo Juiz para prestarem contas de suas vidas e ali vocês verão que o seu pastor tinha toda a razão ao proibir essa espécie de prazer diabólico! Você me dirá: –Ah! Você está apresentando as coisas maiores do que elas são realmente! Pois bem, você acha que eu estou falando demais? Então ouça o que os Santos Padres da Igreja dizem a esse respeito! São Efraim diz-nos que a dança é a perdição de moças e mulheres, a cegueira dos homens, o lamento dos anjos e a alegria dos demônios. Meu Deus! Será que alguém possui olhos tão enfeitiçados a ponto de acreditar que não existe mal nenhum nisso, enquanto essa é a corda com a qual o demônio arrasta a maioria das almas para o Inferno? Então continuem, sigam em frente pobres pais, cegos e perdidos! Sigam desprezando o que o seu pastor está dizendo para vocês! Continuem no caminho que vocês estão seguindo! Ouçam tudo e não tirem proveito de nada! Deixem entrar por um ouvido e sair pelo outro! 


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Manter sua filha pura é sua responsabilidade


Por MInTheGap

Traduzido por Andrea Patrícia


Quando se trata de meninas, os pais são um enigma. Eles são facilmente persuadidos por elas e pelo amor que elas demonstram ao seu pai. Há um conjunto estranho de sentimentos em relação a elas – e podem facilmente ser confundidos, pois eles não sabem se deveriam protegê-las ou deixá-las soltas.

O pai pode facilmente deixar boa parte da criação de sua filha com sua esposa – a mãe dela – e esperar que “uma vez que ela é uma mulher, ela sabe como lidar com uma mulher, então por que devo me envolver?”

E, no entanto, se um pai prefere não se envolver, pode ser que ele não faça um trabalho bom o suficiente para transmitir a sua perspectiva e fornecer a proteção devida.